domingo, 20 de março de 2011 0 comentários

Tu disseste mãos ao alto
Com uma arma na mão
Não se mexa isto é um assalto
Vou levar seu coração.
Esta noite eu vou m'embora
Não espero a lua cheia
Que a luz destes teus olhos
Vai me servir de candeia.



Entra o amor pelos olhos
Vai ao peito direitinho
Se não achar resistência
Vai seguindo seu caminho.



Quem dá o seu coração
Àquele que não conhece
Por muitas penas que passe
Dobradas penas merece
Se achares uma lágrima
Nesta página que escrevi
Foi pensando em você
Que esta lágrima perdi

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Chuva de Prata

Gal Costa

Composição: Ed Wilson / Ronaldo Bastos




Se tem luar no céu
Retira o véu e faz chover
Sobre o nosso amor...
Chuva de prata
Que cai sem parar
Quase me mata
De tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor...
Basta um pouquinho
De mel prá adoçar
Deixa cair
O seu véu sobre nós
Oh Lua!
Bonita no céu
Molha o nosso amor...
Toda vez
Que o amor disser:
Vem comigo!
Vai sem medo
De se arrepender...
Você deve acreditar
No que eu digo
Pode ir fundo
Isso é que é viver...
Cola seu rosto no meu
Vem dançar
Pinga seu nome no breu
Prá ficar
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção...
Toda vez
Que o amor disser:
Vem comigo!
Vai sem medo
De se arrepender...
Você deve acreditar
No que eu digo
Pode ir fundo
Isso é que é viver...
Chuva de prata
Que cai sem parar
Quase me mata
De tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção
Oh Lua!
Bonita no céu
Molha o nosso amor!.
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Ó Sino da minha Aldeia

Fernando Pessoa


Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem som de repetida.
Por mais que tanjas perto
Quando passo, passo errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
 
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