domingo, 13 de novembro de 2011 0 comentários

A Fonte e a Flor - Cair das Folhas

Vicente de Carvalho


Deixa-me, fonte, dizia,
A flor, tonta de terror,
E a fonte, rápida e fria,
Cantava, levando a flor.

Deixa-me, deixa-me, fonte,
Dizia a flor, a chorar.
Eu fui nascida no monte,
Não me leves para o mar!

E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
por sobre a areia corria,
Corria, levando a flor.

"Ai, balanços do meu galho,
Balanços do berço meu,
Ai, claras gotas de orvalho,
Caídas do azul do céu!"

"Carícias das brisas leves
Que abrem rasgões de luar,
Fonte, fonte, não me leves,
Não me leves para o mar!"

.........

As correntezas da vida
E os restos do meu amor

Resvalam numa descida

Como a da fonte e da flor...



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JOSÉ AUGUSTO - LUZES DA RIBALTA (LIMELIGHT)


Luzes da Ribalta

José Augusto

Vidas que se acabam a sorrir
Luzes que se apagam nada mais
É sonhar em vão, tentar ao outro iludir
Se o que se foi, prá nos não voltará jamais
Para que chorar o que passou
Lamentar perdidas ilusões
Se o ideal que sempre nos acalentou
renascerá em outros corações


domingo, 25 de setembro de 2011 0 comentários


Chuva de Primavera

Os primeiros pingos caem
Após o longo estio,
Lavam montanhas e vales,
Tornam alegre o rio,
Colibris saltitam leves,
Na tarde primaveril..
A natureza se empolga
Pra celebrar a estação
Do renascer dos desejos,
Do amor e da paixão...

E aqui dentro, no peito
Torrentes de esperança
Inundam meu coração...
Oriza martins


Foonte: http://www.lovers-poems.com/poemas-de-oriza-martins-chuva-de-primavera.html
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Primavera!!! Linda Primavera!!!
A música abaixo é linda! A letra é linda! Recorda uma fase linda da minha vida!
Não quero falar de tristezas e desencontros, desacertos...como diz a música.
Mas recordar apenas... E apesar da música falar dos desencontros ela me traz muita alegria ao ouví-la.
Desencontro de Primavera

Hermes Aquino



Uma andorinha, no céu, passou e disse
que o amor que eu tinha foi-se embora
Ai, desacerto que cruza nossas vidas tão normais
é solidão que já vem,
é alegria que vai
Uma tristeza que corta a alma da gente
antes que a primavera se decida
à por as flores nos campos,
e o verde nas folhas,
com banhos de mar
O sol por sobre a cidade,
O vento vai cessar.
(Refrão)
Ah! a solidão é uma canoa
navega o corpo e a alma voa
além do céu, além do mar
Ah! No pensamento a gente voa,
qualquer problema é coisa à toa,
fica tão fácil de se amar...
Eu me recordo dos beijos, gosto e tudo
E dos amores que praticamos juntos,
O sal do corpo esquecido
Nas noites tão doces de beijos e paz
Realidade é uma sombra
Eu começo a sonhar...
domingo, 11 de setembro de 2011 0 comentários


Máquinas Humanas

Paulo Sérgio
Chega um dia em que a gente
Vai aos poucos percebendo
Somos máquinas humanas
Estamos sempre correndo

O motor logicamante
É o nosso coração
A estrada é o tempo
O passado é contramão
Vivo estacionado
Na garagem, solidão
Meu motor é tão sensível
Não funciona sem você
Seu amor meu combustível
Venha me abastecer
São seus olhos que clareiam
Minha estrada no escuro
Se você demora eu juro:
Nessa estrada eu vou me perder
Por favor, venha me socorrer.

domingo, 28 de agosto de 2011 0 comentários
Primeiro Beijo

Ele chegou de mansinho,
Fitando-a com carinho,
Sorriso doce no olhar...
Era o prenúncio, o sinal,
De quem queria, afinal,
Seu desejo revelar...
Primeiro, timidamente,
Depois, ansiosamente,
Apertou-a junto a si,
Procurou, ávido, sua boca,
Deixando-a inerte, louca,
Lábios quentes, de rubi...
Ondas fortes, poderosas,
Aromas de flor, de rosas,
Um instante divinal...
Momentos bons de magia,
Gosto puro de ambrosia,
Arrebatando o casal...
Ah!... meu sonho de juventude!...
Feliz foi minha atitude
De me entregar a esse amor,
Sem restrição e sem pejo,
A partir daquele beijo,
Que não esqueço o sabor!
Oriza Martins

Primeiro Beijo...
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Recordações e Mais Nada
Roberto Carlos

Ainda guardo na boca
O gosto daquele beijo
E na lembrança uma história
Cheia de amor e desejo
Só um aceno e depois
O olhar perdido na estrada
E só restou de nós dois
Recordações e mais nada
Como é possível esquecer
O nosso encontro primeiro
Você chegou simplesmente
E eu perguntei quase nada
E num momento nós dois
Nos envolvemos demais
Mas pouco tempo depois
Aquele adeus, nada mais
E o nosso amor se perdeu
Se consumiu por inteiro
Como um cigarro esquecido
Na borda de algum cinzeiro
De tudo aquilo ficou
Esta saudade guardada
E de nós dois só restou
Recordações e mais nada
E o nosso amor se perdeu
Se consumiu por inteiro
Como um cigarro esquecido
Na borda de algum cinzeiro
De tudo aquilo ficou
Esta saudade guardada
E de nós dois só restou
Recordações e mais nada
Ainda guardo na boca
O gosto daquele beijo
Ainda guardo na boca
O gosto daquele beijo
Ainda guardo na boca
O gosto daquele beijo
domingo, 21 de agosto de 2011 0 comentários
Essa letra é muito linda. Procurando letras de músicas me deparei com esta, já nem lembrava. Mas...logo me veio a memória momentos lindos da minha infância.

Domingo no parque

Ricardo Coração de Leão




Que o tempo caminha
Vem namoradinha
Que a roda gigante não pode parar
No parque do sonho
Do circo risonho
Palhaços seremos
Vamos gargalhar
Hoje é domingo
Que dia tão lindo
O sol veio nos esperar
A praça sorrindo
As flores se abrindo
É proibido chorar
Hoje é domingo
O dia é tão lindo
O sol veio nos esperar
A praça sorrindo
As flores se abrindo
É proibido chorar
Menina querida
Vem gozar a vida
Ver tanta beleza
O mundo nos dá
Com tanta alegria
Que há nesse dia
Encoste a tristeza
A tristeza prá lá
Hoje é domingo
O dia é tão lindo
O sol veio nos esperar
A praça sorrindo
As flores se abrindo
É proibido chorar


domingo, 24 de julho de 2011 0 comentários
Dia 20 de julho - Dia do amigo
Estou um pouquinho atrasada... como sempre.
Mas não poderia deixar passar em branco essa data tão importante.
Recordo uma música muito linda do Padre Zezinho e dedico a todos aqueles que se consideram meus amigos e minhas amigas.



Oração Por Meus Amigos

Padre Zezinho

Abençoa Senhor meus amigos
E minhas amigas e dá-lhes a paz
Aqueles a quem ajudei
Que eu ajude ainda mais
Aqueles a quem magoei
Que eu não magoe mais
Saibamos deixar um no outro
Uma saudade que faz bem
Abençoa Senhor meus amigos
E minhas amigas. Amém!
Luzes que brilham juntas
Velas que juntas queimam
No altar da esperança
Trilhos que juntos percorrem
Os mesmos dormentes
E vão terminar no mesmo lugar
Aves que vão em bando
Verso que segue verso
Nas rimas da vida
Barcos que singram os mares
Até separados, mas sabem o porto
Onde vão se encontrar
São assim os amigos que a vida me deu
Meus amigos e minhas amigas e eu!
Gente que sonha junto, gente que brinca e briga
E se zanga e perdoa
Um sentimento forte mais forte que a morte
Nos faz ser amigos no riso e na dor
Vidas que fluem juntas, rios que não confluem
Mas vão paralelos, aves que voam juntas
E sabem que um dia, por força da vida não
Mais se verão
Resta apenas o sonho
Que a gente viveu
Meus amigos e minhas amigas e eu!


domingo, 26 de junho de 2011 0 comentários

Temas: CORDEL

São João Sertanejo


Quando eu tive no sertão
Na casa de vó Maria
Era tempo de São João
Tempo de muita alegria.
A gente tomava banho
com uma cuia de cabaça,
Quando tinha gia e rã
Na cacimba era uma graça.

E quando era de noite
A gente se reunia
Pra brincar de cai no poço
De passeio e de cutia.
Brinca de roda e anel
Era tão boa a folia!
E de galhinho de amor,
Meu coração sofredor
Por alguém já se roía.

Era funaré danado
Quando a chuva caía:
Nós corríamos nas matas,
Por onde o córrego seguia,
Nós pescávamos traíra,
Curimatã e piaba
Pra de noite em fogo à lenha
A gente comer assada.

Então com os açudes cheio
Nós andavamos de canoa.
A mata cinza era verde,
Êta que vidinha boa!
E aos domingos nós íamos
Visitar muitas pessoas,
Gente que pisava milho
Ainda em meus ouvidos,
Àquela batida soa.

Assim chega o grande dia
A noite tão esperada,
Na casa da Vó Maria
A banda já se instalava.
Eu olhava para as serras
Pras veredas encravadas.
A mata tão colorida,
Que tanta gente bonita,
Que pro forró já chegava.

Então foi às sete horas
Que a sanfona começou.
A fogueira estalava,
No terreiro, sim senhor.
O povo todo dançando,
Gonzagão a entoar.
Êta que festança boa,
Eu gritava pras pessoas
Quero me mudar pra cá.


de Manoel Messias Belizario Neto
João Pessoa - PB - por correio eletrônico


Peguei emprestado estes versos no site abaixo

Fonte: http://www.pucrs.br/mj/poema-cordel-22.php



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Junho... Festas Juninas... São João...
As tradições vão se perdendo... Aqui estou eu recordando novamente...
Saudades !!!!
Anarriê

Leandro e Leonardo

Em toda festa de São João
Tem foguete, tem balão
No "arraiá" muito quentão
E a sanfona não pára, não
Quando a quadrilha começar
Eu não vou mais querer parar
Você vai ser o meu par
A noite inteira até o sol raiar
E é aí que o milho vira pamonha
E o velho perde a vergonha
A espiga vai assar
É aí que a madeira vira fogueira
E até moça solteira,
Não tem hora pra chegar
Anarriê, Anarriê
Tem rojão pra todo lado
E eu no escurinho com você
Anarriê, Anarriê
Morena tome cuidado
Que seu pai não pode ver
domingo, 12 de junho de 2011 1 comentários


EU TE AMO, TU ME AMAS

Jane e Herondy


Eu te amo

tú me amas

não importa toda gente

nós juntinhos nos amamos

nós viveremos


Qual é seu nome?

- Amor

E o que você faz?

- amo

Todo mundo?

- não

Quem?

- Você


E você qual é seu nome?

- Amor

E o que você faz?

- amo

Todo mundo?

- Todo mundo não

Quem?

- Você


Eu te amo

tú me amas

não importa toda gente

nós juntinhos nos amamos

nós viveremos


Venha comigo

- vou sim

E então

- adoro


Querida sabe que te amo

- e meu amor é todo seu


Os seus olhos são claros

seu cabelo não tem igual

você é linda

prá quem?

- prá você


Eu te amo

tú me amas

não importa toda gente

nós juntinhos nos amamos

nós viveremos.

domingo, 29 de maio de 2011 0 comentários

Volte Amor

Antonio Marcos



Um beijo e um aceno
Um horizonte azul
Nos olhos uma lágrima
Volte amor
Como é possível
Um ano sem você
Só peço que me escreva
Estou a esperar
Um ano é como um século
Volte amor
É tão difícil
Viver sem ter você
(Vem)
(Vem que alegria)
(Foi aquele dia)
(Com você)
(Volte amor)
(Volte amor)

Desde que deixei você
Recomeçou pra mim
A solidão
Meu mundo aqui
Se resume a lembrança
Dos dias felizes
Do nosso amor
A rosa que você me deu
Eu ainda guardo
Mas deve ter muchado
Entre as paginas
De um livro
Que eu não consegui mais ler

Será que não me entende
O mundo segue em frente
O tempo não esperará
Volte amor
Quem sabe me esquecerá
O tempo passará
(Vem)
(Vem que alegria)...
Será que não me entende
(Foi aquele dia)
(Com você)...
Volte amor
(Volte amor)
(Volte amor)...
O tempo passará
O mundo segue em frente
Volte amor
O tempo passará

domingo, 8 de maio de 2011 0 comentários
sábado, 23 de abril de 2011 0 comentários

Recados para Orkut



sexta-feira, 22 de abril de 2011 0 comentários

A Arte do Guri


Rodriguinho com apenas um ano e meio
sobe na janela e diz para a mamãe...


Tradução:

Bií = guri

domingo, 10 de abril de 2011 0 comentários

A Carta

Erasmo Carlos
Composição: Benil Santos e Raul Sampaio

Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Meu amor!
Porque veio a saudade
Visitar meu coração
Espero que desculpes
Os meus errinhos por favor
Nas frases desta carta
Que é uma prova de afeição...
Talvez tu não a leias
Mas quem sabe até darás
Resposta imediata
Me chamando de "Meu Bem"
Porém o que me importa
É confessar-te uma vez mais
Não sei amar na vida
Mais ninguém...
Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa
Que eu sonhava
E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar...
Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes
Só entusiasmo
E para terminar
Amor assinarei
Do sempre, sempre teu...
Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa
Que eu sonhava
E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar...
Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes
Só entusiasmo
E para terminar
Amor assinarei
Do sempre, sempre teu...
Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Porque veio saudade
Visitar meu coração...(2x)
Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Espero que desculpe
Os meu erros, por favor
Oh! Oh!
Meu amor, meu amor!
Oh! Oh! Oh! Oh!

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Coração

Autor:-Desconhecido

Ai, coração.....

E agora, o que faço?

Você bate tão de mansinho, quase não o ouço....

Tão baixinho, tão escondido, não te sinto....

Estou de volta a minha solidão

Ela sorri e me abraça.

É tão frio seu abraço, tão vazio

E tão cheio de nada....

Chove, coração...

Esta ouvindo?

Até parece que a natureza adivinha...

Ela é sabia, pois traduz

O que estou sentindo,

Pois as lágrimas que verti por dentro,

Estão lá fora, inundando o mundo.

De repente, quem sabe,

A chuva que agora ouço,

Pode servir de cobertor

Aos solitários,

Aos sem ninguém

E que, por terem a solidão como companheira

E não terem ninguém com quem compartilhar-se

Sentem mais que muita gente

Sentem mais profundamente.

E agora, coração?

Quem vai ouvir o meu grito?

E entender o meu pranto?

Não existe mais o acalanto,

Não existe mais o aconchego

Não existe mais o ombro amigo.

E agora, coração?

O que faço?

Sou forte,

Mas também,

Sou criança.

Fonte: http://www.amorepaixao.com.br/

domingo, 20 de março de 2011 1 comentários

Biruta... Louca...



Essa postagem de hoje dedico ao meu filho Mateus.

Mateus passeando com seu irmãozinho Rodrigo e seus pais, passam por um aéroclube aonde tem uma biruta*.
Mateusinho que já havia aprendido em outra ocasião o nome daquele aparelho, mostra que não esqueceu o que lhe foi ensinado e diz:

"-Mãe! olha lá a louca!"

Não foi possível evitar a gargalhada geral...
Mas cheguei a conclusão que meu filho tão pequenino, já sabia ligar as palavras e descobrir possíveis sinônimos sem conhecer um dicionário.


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Tu disseste mãos ao alto
Com uma arma na mão
Não se mexa isto é um assalto
Vou levar seu coração.
Esta noite eu vou m'embora
Não espero a lua cheia
Que a luz destes teus olhos
Vai me servir de candeia.



Entra o amor pelos olhos
Vai ao peito direitinho
Se não achar resistência
Vai seguindo seu caminho.



Quem dá o seu coração
Àquele que não conhece
Por muitas penas que passe
Dobradas penas merece
Se achares uma lágrima
Nesta página que escrevi
Foi pensando em você
Que esta lágrima perdi

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Chuva de Prata

Gal Costa

Composição: Ed Wilson / Ronaldo Bastos




Se tem luar no céu
Retira o véu e faz chover
Sobre o nosso amor...
Chuva de prata
Que cai sem parar
Quase me mata
De tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor...
Basta um pouquinho
De mel prá adoçar
Deixa cair
O seu véu sobre nós
Oh Lua!
Bonita no céu
Molha o nosso amor...
Toda vez
Que o amor disser:
Vem comigo!
Vai sem medo
De se arrepender...
Você deve acreditar
No que eu digo
Pode ir fundo
Isso é que é viver...
Cola seu rosto no meu
Vem dançar
Pinga seu nome no breu
Prá ficar
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção...
Toda vez
Que o amor disser:
Vem comigo!
Vai sem medo
De se arrepender...
Você deve acreditar
No que eu digo
Pode ir fundo
Isso é que é viver...
Chuva de prata
Que cai sem parar
Quase me mata
De tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção
Oh Lua!
Bonita no céu
Molha o nosso amor!.
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Ó Sino da minha Aldeia

Fernando Pessoa


Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem som de repetida.
Por mais que tanjas perto
Quando passo, passo errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
 
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