domingo, 20 de junho de 2010 1 comentários




Festa do Interior

Gal Costa



Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...(2x)

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...(2x)

Ardia aquela fogueira
Que me esquentava
A vida inteira
Eterna noite
Sempre a primeira
Festa do Interior...(2x)

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...(2x)

Ardia aquela fogueira
Que me esquentava
A vida inteira
Eterna noite
Sempre a primeira
Festa do Interior...(2x)











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Cantigas de São João




Cai, Cai, Balão!


.
Cai, cai, balão! Cai, cai, balão!
Na rua do sabão
Não cai não! Não cai não! Não cai não!
Cai aqui na minha mão!

_____________


Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isso é lá com Santo Antônio!



domingo, 13 de junho de 2010 0 comentários

Namorados

Barros de Alencar


Ah que saudade
Se eu pudesse ainda ser seu namorado
Desta vez eu não iria andar errado
Desta vez não me perdia de você

Ah que saudade
Se eu pudesse ainda ser seu namorado
Desta vez eu não iria andar errado
Desta vez não me perdia de você

Lá vão os namorados
No caminho apaixonados
Bem baixinho a conversar
Os sonhos confessando
As ilusões multiplicando
Nem percebem meu olhar

A noite vai surgindo
Essa dor vai me traindo
E traz lembrança de nós dois
Sem ti nada me resta
Esta vida já não presta
Tudo perde seu valor

Lá vão os namorados
Se afastando apaixonados
Nem percebem que eu chorei
Também quando eu te amava
Não sabia que existia
Este pranto que encontrei

Eu vivo imaginando
Que este par de namorados
Se parece com nós dois
A noite vai seguindo
Dentro dela eu vou sumindo
Nunca vou te esquecer

Ah que saudade
Se eu pudesse ainda ser seu namorado
Desta vez eu não iria andar errado
Desta vez não me perdia de você

Ah que saudade
Se eu pudesse ainda ser seu namorado
Desta vez eu não iria andar errado
Desta vez não me perdia de você
_


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Aqueles Beijos...


Ah! Que beijos eram aqueles...
Sem pressa, demorados,
Ternos, apaixonados,
Inebriantes.

Beijos inesperados,
Quentes, molhados,
Cheios de intenções,
Desejos, paixões.

Beijos que marcavam,
Que pediam, imploravam,
Uma garantia, uma certeza,
Que nunca terminariam.

Mas, sem saber que era o último,
Nossos lábios repetiram o ritual.
Nos entregamos àquele momento
Com a esperança que durasse para sempre.

O derradeiro beijo foi assim,
Mais um instante paradisíaco.
Nada de despedidas tristes,
Sem lágrimas derramadas.

Ainda penso naqueles beijos
Beijos que me enfeitiçavam,
Entorpeciam meu corpo,
Embebiam-me de prazer.

Bons beijos aleatórios eram aqueles...
Anestesia para dias amargurados.
Deixavam o coração suplicante,
Viciado em beijos enamorados.

Elonir Gonçalves

Fonte: http://www.pensador.info/

 
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