domingo, 23 de agosto de 2009 1 comentários

DOCES LEMBRANÇAS

Em agosto comemoramos o Dia do Folclore

então vamos recordar hoje a "Canção da meia-noite"

Canção Da Meia-Noite
Almôndegas

Quando a meia-noite

me encontar junto a você
Algo diferente vou sentir,
vou precisar me esconder
Na sombra da lua cheia
esse medo de ser
um vampiro, um lobisomem, um saci-pererê (bis)
Dona senhora
meia-noite, eu canto
esta canção anormal
Dona senhora
esta lua cheia,
meu corpo treme
o que será de mim
Que faço força pra resistir
a toda essa tentação
Nas sombras da lua cheia
este medo de ser
Um vampiro, um lobisomem, um saci-pererê (bis)
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POEIRA DA SAUDADE

LIRA DO AMOR ROMÂNTICO
Ou a eterna repetição

(Carlos Drummond de Andrade)



Atirei um limão n'água
e fiquei vendo na margem.
os peixinhos responderam:
Quem tem amor tem coragem
___

Atirei um limão n'água
e caiu enviesado.
Ouvi um peixe dizer:
Melhor é o beijo roubado.
___

Atirei um limão n'água
como faço todo ano.
Senti que os peixes diziam:
Todo amor vive de engano
__

Atirei um limão n'água,
como um vidro de perfume.
Em coro os peixes disseram:
Joga fora teu ciúme.
___

Atirei um limão n'água
mas perdi a direção.
Os peixes, rindo, notaram:
Quanto dói uma paixão!
___

Atirei um limão n'água,
ele afundou um barquinho
Não se espantaram os peixes:
faltava-me o teu carinho.
__

Atirei um limão n'água,
o rio logo amargou.
Os peixinhos repetiram:
É dor de quem muito amou.
___

Atirei um limão n'água
o rio ficou vermelho
e cada peixinho viu
meu coração num espelho.
___

Atirei um limão n'água
mas depois me arrependi.
Cada peixinho assustado
me lembra o que já sofri.
___

Atirei um limão n'água,
antes não tivesse feito.
Os peixinhos me acusaram
de amar com falta de jeito.
___

Atirei um limão n'água,
fez-se logo um burburinho.
Nenhum peixe me avisou
da pedra no meu caminho.
___

Atirei um limão n'água,
de tão baixo ele boiou.
Comenta o peixe mais velho:
Infeliz de quem não amou.
___

Atirei um limão n'água,
antes atirasse a vida.
Iria viver com os peixes
a minh'alma dolorida.
___

Atirei um limão n'água,
pedindo à água que o arraste.
Até os peixes choraram
porque tu me abandonaste.
___

Atirei um limão n'água.
Foi tamanho o rebuliço
que os peixinhos protestaram:
Se é amor, deixa disso.
___

Atirei um limão n'água,
não fez o menor ruído.
Se os peixes nada disseram,
tu me terás esquecido?
___

Atirei um limão n'água,
caiu certeiro: zás-trás.
Bem me avisou um peixinho:
Fui passado pra trás.
___

Atirei um limão n'água,
de clara ficou escura.
Até os peixes já sabem:
você não ama: tortura.
___

Atirei um limão n'água
e caí n'água também,
pois os peixes me avisaram,
que lá estava meu bem.
___

Atirei um limão n'água,
foi levado na corrente.
Senti que os peixes diziam:
Hás de amar eternamente.

domingo, 16 de agosto de 2009 2 comentários

DOCES LEMBRANÇAS

Hoje quero recordar o cantor
PAULO SÉRGIO
Paulo Sérgio de Macedo, ou Paulo Sérgio, (Alegre, Espírito Santo, 10 de março de 1944 – São Paulo, 29 de julho de 1980) foi um cantor e compositor brasileiro. Não fosse sua morte prematura, aos trinta e seis anos, em decorrência de um derrame cerebral, Paulo Sérgio certamente seria lembrado como um dos maiores nomes da música romântica nacional. O cantor e compositor capixaba iniciou sua carreira em 1968, no Rio de Janeiro, lançando um compacto com o sucesso Última Canção. O disco obteve sucesso imediato e vendeu 60 mil cópias em apenas três semanas, transformando seu intérprete num fenômeno de vendas. A despeito da curta carreira, Paulo Sérgio lançou treze discos e algumas coletâneas, obtendo uma vendagem superior a oito milhões de cópias.(Fonte: Wikipédia)
Dentre as minhas preferidas hoje escolhi "Fujo de Mim" e me emocionei ao relembrar...
Fujo De Mim
Paulo Sérgio


Fujo de mim procurando esquecer que você existe

As rodas do meu carro no asfalto a deslizar

As minhas mãos tremendo no volante a vacilar

O vento bate forte no meu rosto e faz lembrar

Que eu prometi que um dia ainda iria te encontrar

Casais de namorados que se beijam no portão

Alguém cantarolando a minha última canção

A porta de um cinema faz lembrar que você existe

Refrão: Fujo de mim procurando esquecer que você existe

No seu aniversário o calendário vem falar

Um número qualquer seu telefone faz lembrar

A minha boca há tanto tempo já sem lhe beijar

Traduz uma amargura que despensa até falar

E quando eu vou pra longe procurando me esconder

E penso em um instante que já posso te esquecer

O rádio diz numa canção de amor que você existe

Refrão: Fujo de mim procurando esquecer que você existe

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POEIRA DA SAUDADE



AS SEM-RAZÕES DO AMOR
Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

domingo, 9 de agosto de 2009 2 comentários

FELIZ DIA DOS PAIS

Neste domingo de agosto dedicado aos pais,
não poderia deixar de prestar minha homenagem a eles.
Especialmente ao meu querido pai




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Doces lembranças

Meu Pai - Daniel
(Compositor: Tivas / José Victor)


Não é porque ele é meu pai
Que eu escrevi esta canção
Fiz bem mais pela beleza
De um senhor com uma grandeza
Além da imaginação
Não é porque ele é meu pai
Que eu o exalto tanto assim
É que pela minha idade
Esse anjo de bondade
Ainda cuida bem de mim
Me aconselha a todo instante
Me dá carinho dá amor
Ele é um raro diamante
De indiscutível valor
É meu amigo do peito
Eu tenho orgulho de falar
Esse homem tão direito
Diplomado em respeito
É um exemplo em nosso lar
Não é porque ele é meu pai
Que eu escrevi esses versos
É que ele se sobressai
Entre os pais do universo
Queria ser mais que um poeta
Nessa rima que se encerra
E essa canção ser um troféu
Pois pra mim é Deus no céu
E o meu pai aqui na Terra

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POEIRA DA SAUDADE

(Foto arquivo pessoal)


Pai, por trás da sua barba

Quem disse
que por de trás daquela barba
que nos arranha o rosto
não tem um coração moleque
querendo brincar?

Quem disse
que por de trás daquela voz grossa
não tem um menino criativo
querendo falar?

Quem foi que falou
que aquelas mãos grandes
não sabem fazer carinho se o filho chorar?

Quem foi que pensou,
que aqueles pés enormes,
não deslizam suaves na calada da noite,
para o sono do filho velar?

Quem é que achou
que no fundo do peito largo e viril
não tem um coração de pudim,
quando o filho amado,
com um sorriso largo
se põe a chamar?

Quem foi que determinou
que aquele coroa,
de cabelos brancos
não sabe da vida
para querer me ensinar?

Pai, você me escolheu filho,
eu te fiz exemplo!

Feliz dia dos pais, meu PAI.


domingo, 2 de agosto de 2009 3 comentários

DOCES LEMBRANÇAS

Lembrança
(Kátia)

Já faz tanto tempo
Que eu deixei
De ser importante
Pra você
Já faz tanto tempo
Que eu não sou
O que na verdade
Eu nem cheguei a ser

E quando parti
Deixei ficar
Meus sonhos
Jogados pelo chão
Palavras perdidas pelo ar
Lembranças curtidas
Nesta solidão

ESTRIBILHO

Eu já nem me lembro
Quanto tempo faz
Mas eu não me esqueço
Que te amei demais
Pois nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você

Fomos tudo aquilo
Que se pode ser
Meu amor foi mais
Do que se pode crer
E nem mesmo o tempo
Conseguiu fazer esquecer
Você

Tentei ser feliz
Ao lado seu
Fiz tudo que pude
Mas não deu
E aqueles momentos
Que guardei
Me fazem lembrar
O muito que eu te amei

E hoje o silêncio
Que ficou
Eu sinto a tristeza
Que restou
Há sempre um vazio
Em minha vida
Quando relembro
Nossa despedida
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POEIRA DA SAUDADE


O Amor


(Fernando Pessoa)



O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
____

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
____

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
____

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
____
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

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