domingo, 22 de fevereiro de 2009

Doces Lembraças

Não sou muito de carnaval. Apenas me encanto com as belas fantasias, admiro quem sabe sambar e gosta de se divertir, admiro os samba enredo que contam histórias lindas, o rítmo da bateria, os carros alegóricos, tudo enfim. E principalmente o amor e dedicação dos foliões pela sua escola.
Mas... para mim é muito cansativo ficar acordada a noite toda, ficar ouvindo o mesmo samba durante tanto tempo... (É um defeito meu)
Mas parabenizo a todos que curtem e se dedicam o ano todo para brilhar durante 4 noites.
E principalmente aqueles que sabem se divertir numa brincadeira saudável, sem abusos.

Mas... hoje quero recordar os antigos carnavais, do tempo dos meus avós e dos meus pais.
Eu ainda criança pude ver um pouco das fantasias, máscaras e ouvir as belas "Modinhas de Carnaval".
Inesquecível!!!!
Aqui as minhas preferidas.
Principalmente aquelas que falam dos personagens pricipais: Pierrô,Colombina e Arlequim.
Eu sou fã do Pierrô.


Mascára Negra me traz belas recordações.




Máscara Negra - Dalva de Oliveira

Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão

Foi bom te ver outra vez
Tá fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou
Que te beijou, meu amor
A mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnavalPierrô Apaixonado - Noel Rosa


Um pierrô apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando

A colombina entrou num butiquim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim

Dizendo: pierrô cacete
Vai tomar sorvete com o arlequim

Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrô aconteceu assim
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim

Noel Rosa-Heitor dos Prazeres, 1935

Abre Alas
(Chiquinha Gonzaga)


Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar




Bandeira Branca Max Nunes Dalva de Oliveira

Bandeira branca amor, não posso mais
pela saudade que me invade eu peço paz
Bandeira branca amor, não posso mais
pela saudade que me invade eu peço paz

Saudade, mal de amor, de amor
Saudade, dor que dói demais
Vem, meu amor
Bandeira branca eu peço paz.
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