sábado, 9 de agosto de 2008

DOCES LEMBRANÇAS (Músicas para meu pai)




MINHA HOMENAGEM AO MEU PAI LAUDELINO
MEU QUERIDO,MEU VELHO,MEU AMIGO

Roberto Carlos





Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo



Me dizendo coisas, um grito, me ensinando tanto, do mundo...



E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,



Já correram tanto, na vida,Meu querido, meu velho, meu amigo



Sua vida cheia de histórias, e essas rugas marcadas pelo tempo,



Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas ao vento...



Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo



Me calando fundo na almaMeu querido, meu velho, meu amigo



Seu passado vive presente, nas experiências contidas,



Nesse coração consciente, da beleza das coisas da vida.



Seu sorriso franco me anima seu conselho certo me ensina,



Beijo suas mãos e lhe digo



Meu querido, meu velho, meu amigo



Eu já lhe falei de tudo,



Mas tudo isso é pouco



Diante do que sinto...



Olhando seus cabelos tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo



Meu querido, meu velho, meu amigo.




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VELHO



Altemar Dutra




É um bom tipo, meu velho



Que anda só e carregando



Sua tristeza infinita



De tanto seguir andando



Eu o estudo desde longe



Porque somos diferentes



Ele cresceu com os tempos



Do respeito e dos mais crentes




Velho meu querido velho



Agora caminha lento



Como perdoando o vento



Eu sou teu sangue meu velho



Teu silêncio e o teu tempo





Seus olhos são tão serenos



Sua figura é cansada



Pela idade foi vencido



Mas caminha sua estrada



Eu vivo os dias de hoje



tu o passado lembra



Só a dor e o sofrimento



Tem sua história sem tempo





Velho meu querido velho



Agora caminha lento



Como perdoando o vento



Eu sou teu sangue meu velho



Teu silêncio e o teu tempo



Velho meu querido velho



Eu sou teu sangue meu velho



Teu silêncio e o teu tempo





Velho meu querido velho...



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Meu pai brincando de vovô com meu filho...

Com a letra desta música do Fábio Jr quero homenagear todos os pais, especialmente meu esposo LUIZ LUZ e meu pai LAUDELINO a quem dedico todo este espaço de hoje.


PAI



Fábio Jr



Pai, pode ser que daqui a algum tempo



Haja tempo pra gente ser mais



Muito mais que dois grandes amigos, pai e filho talvez



Pai, pode ser que daí você sinta, qualquer coisa entre esses vinte ou trinta



Longos anos em busca de paz....



Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando vivendo e pedindo



Com loucura pra você renascer...



Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e não vou ficar mudo



Pra falar de amor pra você



Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa, fala um pouco tua voz tá tão presa



Nos ensine esse jogo da vida, onde a vida só paga pra verPai, me perdoa essa insegurança, é que eu não sou mais aquela criança



Que um dia morrendo de medo, nos teus braços você fez segredo



Nos teus passos você foi mais eu



Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só recostar no teu peito



Pra pedir pra você ir lá em casa e brincar de vovô com meu filho



No tapete da sala de estar



Pai, você foi meu herói meu bandido, hoje é mais muito mais que um amigo



Nem você nem ninguém tá sozinho, você faz parte desse caminho



Que hoje eu sigo em paz



Luiz, receba esta homenagem dos teus filhos e esposa.
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MEU VELHO PAI


Carmem Silva




Meu velho pai


Preste atenção no que eu lhe digo


Meu pobre papai querido


Enxugue as lágrimas do rosto


Porque papai que você chora tão sozinho


Me conta meu papaizinho


O que lhe causa desgosto


Estou notando que você esta cansado


Meu pobre velho adorado Sua filha esta falando


Quero saber qual a tristeza que existe


Não quero ver você triste


Por que é que esta chorando?


Quando lhe vejo tão tristonho desse jeito


Sinto estremecer meu peito


Ao pulsar meu coração


Meu pobre pai você sofreu pra me criar


Agora vou lhe cuidar


Essa é a minha obrigação


Não tenha medo meu velhinho adorado


Estarei sempre ao teu lado


Não lhe deixarei jamais


Eu sou o sangue do seu sangue papaizinho


Não vou lhe deixar sozinho


Não tenha medo meu pai


Você sofreu quando eu era ainda criança


Não me sai mais da lembrança


Seus carinhos, seus cuidados


Eu fiquei grande, estou seguindo meu caminho


E você ficou velhinho


Mas estou sempre ao seu lado


Meu pobre pai,


seus passos longos silenciaram


Seus cabelos branquearam


Seu olhar escureceu


A sua voz quase que não se ouve mais


Não tenha medo meu pai


Quem cuida de você sou eu


Meu papaizinho não precisa mais chorar


Saiba que não vou deixar


Você sozinho, abandonado


Eu sou seu guia, eu sou seu tempo e sou seus passos


Sou sua luz e sou seus braços
Sou sua filha abençoada


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Para finalizar, como gaúcha que sou não poderia deixar de recordar essa núsica.Estendendo essa homenagem á todos os pais que partiram desta vida e deixaram como herança aos filhos tudo o que aprenderam.

TROPEIRO VELHO


Teixeirinha




Sentado à beira do fogo sentindo o peso da idade



tão triste o velho tropeiro



quase morto de saudade



oitenta anos nas costas



sempre lidou com boiada



mas nunca em suas andanças



deixou um boi pela estrada



agora não pode mais



seu corpo velho, cansado



às vezes fica caducando



e começa a gritar pro gado,



ÊRA BOI, ÊRA BOIADA!



se assusta e recobra os sentidos



de novo fica calado



este velho de oitenta



muito pra mim representa



ouça o meu verso rimado.




Tropeiro velho, que tanta tristeza


esconde o rosto na aba do chapéu


olhos cravados no fogo do chão


olha a fumaça subindo pro céu


quebra de um tapa o teu chapéu na testa


esqueça os teus oitenta janeiros


prepare os campos, lá vem a boiada


pela estrada, gritando os tropeiros


tropeiro velho não levanta os olhos


não tem mais força, é o peso da idade


acabrunhado à beira do fogo


está morrendo de tanta saudade


acabrunhado à beira do fogo


está morrendo de tanta saudade.


Tropeiro velho, sou um moço novo


uma proposta te farei agora


me dá teu pala, o arreio e o chapéu


bombacha e botas e o par de esporas


me dá o cavalo e o apeiro completo


vou continuar no teu lugar tropiando


tropeiro velho levantou os olhos


sentado mesmo me abraçou chorando


beijou meu rosto e foi fechando os olhos


entregou tudo e morto tombou


morreu feliz porque vou continuar


as tropiadas que ele tanto amou


morreu feliz porque vou continuar


as tropiadas que ele tanto amou.


Enterrei ele na beira da estrada


pra ver as tropas que passa e se vai


leiam na cruz, vocês vão saber


tropeiro velho era o meu próprio pai


adeus meu pai, tropeiro dos pampas


teu pensamento cumprirá teu filho


estou fazendo aquilo que fizeste


grito à boiada em cima do lombilho


tropeiro velho, hoje descança em paz


estou fazendo aquilo que ele fez


os anos passam, também fico velho


vou esperando chegar minha vez


os anos passam, também fico velho


vou esperando chegar minha vez.


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